sábado, 6 de julho de 2013

Evangelho do dia Dia de santa maria goretti

http://www.portalangels.com/santo-do-dia/wp-content/uploads/2011/10/0607.gifMissa do martírio de santa Maria goretti

Santa Maria Goretti – Sábado 06/07/13

  

   
Primeira Leitura (Gn 27,1-5.15-29)
Leitura do Livro do Gênesis.
1 Quando Isaac ficou velho, seus olhos enfraqueceram e já não podia ver. Chamou, então, o filho mais velho Esaú, e lhe disse: “Meu Filho!” Este respondeu: “Aqui estou!” 2 Disse-lhe o pai: “Como vês, já estou velho e não sei qual será o dia da minha morte. 3 Toma as tuas armas, as flechas e o arco, e sai para o campo. Se apanhares alguma caça, prepara-me um assado saboroso, 4 como sabes que eu gosto, e traze-o para que o coma, e assim te dar a bênção antes de morrer”.
5 Rebeca escutava o que Isaac dizia a seu filho Esaú. Esaú saiu para o campo à procura de caça para o pai. 15 Rebeca tomou, então, as melhores roupas que o filho mais velho tinha em casa, e vestiu com elas o filho mais novo, Jacó. 16 Cobriu-lhe as mãos e a parte lisa do pescoço com peles de cabrito. 17 Pôs nas mãos do filho Jacó o assado e o pão que havia preparado. 18 Este levou-os ao pai, dizendo: “Meu pai!”
“Estou ouvindo”, respondeu Isaac. “Quem és tu, meu filho?” 19 E disse Jacó a seu pai: “Eu sou Esaú, teu filho primogênito; fiz como me ordenaste. Levanta-te, senta-te e come da minha caça, para me abençoares”.
20 Isaac replicou-lhe: “Como conseguiste achar assim depressa, meu filho?” Ele respondeu: “É o Senhor teu Deus que fez com que isso acontecesse”. 21 Isaac disse a Jacó: “Vem cá, meu filho, para que eu te apalpe e veja se és ou não meu filho Esaú”.
22 Jacó achegou-se a seu pai Isaac, que o apalpou e disse: “A voz é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú”. 23 E não o reconheceu, pois suas mãos estavam peludas como as do seu filho Esaú. Então, decidiu abençoá-lo. 24 Perguntou-lhe ainda: “Tu és, de fato, meu filho Esaú?” Ele respondeu: “Sou”. 25 Isaac continuou:
“Meu filho, serve-me da tua caça para eu comer e te abençoar”. Jacó serviu-o e ele comeu; trouxe-lhe depois vinho e ele bebeu. 26 Disse-lhe então seu pai Isaac: “Aproxima-te, meu filho, e beija-me”. 27 Jacó aproximou-se e o beijou. Quando Isaac sentiu o cheiro das suas roupas, abençoou-o, dizendo: “Este é o cheiro do meu filho: é como o aroma de um campo fértil que o Senhor abençoou! 28 Que Deus te conceda o orvalho do céu, e a fertilidade da terra, a abundância de trigo e de vinho. 29 Que os povos te sirvam e se prostrem as nações em tua presença. Sê o senhor de teus irmãos, e diante de ti se inclinem os filhos de tua mãe. Maldito seja quem te amaldiçoar, e quem te abençoar, seja bendito!”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 
Responsório (Sl 134)
— Louvai o Senhor, porque é bom!
— Louvai o Senhor, porque é bom!
— Louvai o Senhor, bendizei-o; louvai o Senhor, servos seus, que celebrais o louvor em seu templo e habitais junto aos átrios de Deus!
— Louvai o Senhor, porque é bom; cantai ao seu nome suave! Escolheu para si a Jacó, preferiu Israel por herança.
— Eu bem sei que o Senhor é tão grande, que é maior do que todos os deuses. Ele faz tudo quanto lhe agrada, nas alturas dos céus e na terra, no oceano e nos fundos abismos.
 
Evangelho (Mt 9,14-17)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15 Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.
16 Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17 Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão do evangelho
Jesus ensinou os homens alidar com Deus joão pergunta:
“Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não? Jesus responde com firmeza : Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.
Hoje Jesus que nos afirmar uma coisa vigiar sem sessar ninguem coloca remendo velho em remendo novo não vai prestar vai se rasgar ,assim que acontece com os odres velhos em novos não serve pra nada se queres ser feliz esteja tudo novo e nada velho .Thiago
Santa Maria Goretti

Maria Goretti, era uma humilde camponesa que nasceu em 16 de outubro de 1890, na cidade de Corinaldo, na Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criaram os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo.
 
A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado, até se fixar num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nesta localidade a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli. Este ancião de sessenta anos de idade tinha também dois filhos: Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade.
Alexandre passou a assediar Maria. Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo. Até que no dia 05 de julho de 1902 ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu. O jovem tentou convencer Maria a entregar-se a ele e diante da resitência da menina, Alexandre a golpeou violentamente com uma barra.
Maria Goretti morreu no dia seguinte ao ataque, no dia 06 de julho de 1902, após perdoar seu agressor. Quanto a Alexandre, foi preso e condenado a trabalhos forçados. Porém, depois de vinte e sete anos de prisão foi solto por bom comportamento. Pediu perdão à mãe de Maria Goretti, ingressou num convento capuchinho, onde viveu sua sincera conversão até morrer.
Em 1950 ela foi canonizada. Nesta solenidade, estava presente a sua mãe Assunta, então com oitenta e quatro anos, ao lado quatro de seus filhos e Alexandre Sereneli, o agressor sinceramente convertido. O Papa Pio XII declarou Santa Maria Goretti padroeira das virgens cristãs.
 
Reflexão:
Na vida desta humilde donzela podemos contemplar um espetáculo digno do céu e da terra. Que a sua história seja exemplo para os pais e mães de família, para que eduquem seus filhos e filhas no seguimento de Cristo, levando-os a viver na santidade, fortaleza e obediência aos conselhos evangélicos. Somente assim será possível enfrentar os desafios da vida com serenidade e confiança.
 
Oração:
Senhor, fonte de toda inocência e amante da castidade, que concedestes a tua serva Maria Goretti a graça do martírio em plena adolescência, concedei-nos a nós, por sua intercessão, a firmeza para cumprir seus mandamentos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
 

Santa Maria Goretti – 06/07


Maria Goretti, era uma humilde camponesa que nasceu em 16 de outubro de 1890, na cidade de Corinaldo, situada na província de Ancona, na Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criavam os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo.
A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. Uma de suas irmãs, inclusive, mais tarde tornou-se freira franciscana. As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado, até se fixar num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nesta localidade a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli. Este ancião de sessenta anos de idade tinha também dois filhos: Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade. Assim todos trabalhavam na lavoura enquanto a jovem Maria cuidava da casa e dos irmãos pequenos.
Deste modo Maria nunca pôde estudar, mas ao lado da família sempre freqüentou a igreja. Ela só estudou o catecismo para fazer a Primeira Comunhão, aos doze anos de idade, um ano após a morte de seu pai. Quando isto ocorreu João Sereneli, compadecido, manteve tudo como estava, contando apenas com a viúva para o trabalho na lavoura. Porém, o problema era seu filho Alexandre, que passou a assediar Maria. Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo. Até que no dia 05 de julho de 1902 ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu.
Naquele dia Alexandre trabalhava ao lado de Assunta, quando inventou um pretexto, deixou a lavoura. Foi para o lar dos Goretti, portando uma barra de ferro com ponta afiada, onde sabia que Maria estaria sozinha e indefesa. Primeiro insinuou, depois exigiu, por fim ameaçou a jovem de morte se não satisfizesse seus desejos. Mesmo temendo o pior, Maria resistiu dizendo que aquilo era pecado. Alexandre transtornado por não alcançar seu intento, passou a golpear violentamente o corpo da menina.
Ela ainda foi levada com vida à um hospital, após ser vitimada com catorze perfurações. E teve tempo de perdoar seu agressor, pedindo à sua mãe e irmãos que fizessem o mesmo, por amor à Jesus. Maria Goretti morreu no dia seguinte ao ataque, no dia 06 de julho de 1902. Quanto a Alexandre, foi preso, quase linchado e condenado a trabalhos forçados. Porém, depois de vinte e sete anos de prisão foi solto por bom comportamento. Depois de ir à Corinaldo, pedir perdão à mãe de Maria Goretti, ingressou num convento capuchinho, onde viveu sua sincera conversão até morrer.
Muitos milagres passaram a acontecer por intercessão da pequena menina virgem. A fé na sua santidade cresceu e espalhou-se de tal forma no mundo cristão, que em 1950 ela foi canonizada. Nesta solenidade, estava presente a sua mãe Assunta, então com oitenta e quatro anos, ao lado quatro de seus filhos e Alexandre Sereneli, o agressor sinceramente convertido. O Papa Pio XII declarou Santa Maria Goretti padroeira das virgens cristãs. Até hoje continuam as romarias ao Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Nettuno, onde se encontra a sepultura da Santa, há dez quilômetros do povoado onde tudo aconteceu.

SENHOR ASSIM COMO A SANTA MARIA FOI OBEDIENTE ATÉ A MORTE SEJAMOS ASSIM TAMBÉM FIESIS A VONTEDE DE  DEUS

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Evangelho do dia Jesus chama Mateus

1ª Sexta-feira do Mês – Sexta-feira 05/07/13

Primeira Leitura (Gn 23,1-4.19;24,1-8.62-67)

Leitura do Livro do Gênesis.
23,1 Sara viveu cento e vinte e sete anos, 2 e morreu em Cariat Arbe, que é Hebron, em Canaã. Abraão veio fazer luto por Sara e chorá-la. 3 Depois levantou-se de junto da morta e falou aos hititas: 4 “Sou um estrangeiro e hóspede no vosso meio. Cedei-me como propriedade entre vós um lugar de sepultura, onde possa sepultar minha esposa que morreu”.
19 Assim, Abraão sepultou Sa­ra, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Mambré, que é Hebron, na terra de Canaã. 24,1 Abraão já era velho, de idade avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. 2 A­braão disse ao servo mais antigo da sua casa, administrador de todos os seus bens: “Põe a mão debaixo da minha coxa 3 e jura-me pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para meu filho uma mulher entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu moro; 4 mas tu irás à minha terra natal, buscar entre os meus parentes uma mulher para o meu filho Isaac”.
5 E o servo respondeu: “E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar teu filho para a terra de onde saíste?” 6 Abraão respondeu: “Guarda-te de levar meu filho de volta para lá. 7 O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da minha terra natal, e que me falou e jurou, dizendo: ‘À tua descendência darei esta terra’, ele mesmo enviará seu anjo diante de ti e trarás de lá uma mulher para meu filho. 8 Porém, se a mulher não quiser vir contigo, ficarás livre deste juramento; mas de maneira alguma levarás meu filho de volta para lá”.
62 Isaac tinha voltado da região do poço de Laai-Rói e morava na terra do Negueb. 63 Ao cair da tarde, Isaac saiu para o campo a passear. Levantando os olhos, viu camelos que chegavam. 64 Re­beca também, erguendo os olhos, viu Isaac. Desceu do Camelo, 65 e perguntou ao servo: “Quem é aquele homem que vem pelo campo, ao nosso encontro?”
O servo respondeu: “É o meu Senhor”. Ela puxou o véu e cobriu o rosto. 66 Então o servo contou a Isaac tudo o que tinha feito. 67 Ele introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe, e recebeu-a por esposa. Isaac amou-a, consolando-se assim da morte da mãe.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Responsório (Sl 105,1-5)

— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia! Quem contará os grandes feitos do Senhor? Quem cantará todo o louvor que ele merece?
— Felizes os que guardam seus preceitos e praticam a justiça em todo o tempo! Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos, pelo amor que demonstrais ao vosso povo!
— Visitai-me com a vossa salvação, para que eu veja o bem-estar do vosso povo, e exulte na alegria dos eleitos, e me glorie com os que são vossa herança.
 
Evangelho (Mt 9,9-13)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 9 Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10 Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos.
11 Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12 Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13 Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

 
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
 
Jesus chama Mateus para seguir jesus cristo ele deixa tudo e vai seguir.
Os que já estão limpos, justificados, já tem Deus. Ele veio para aqueles que ainda não O têm, e nós precisamos levar Deus, saber que Ele, em primeiro lugar, quer estar com esses que ainda não conhecem o Seu amor e a Sua misericórdia.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Evangelho do dia

    

     

 

 

 

 

Missa do 13ª Semana Comum

– Quinta-feira 04/07/13


Primeira Leitura (Gn 22,1-19)

Leitura do Livro do Gênesis.
Naqueles dias, 1 Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse:
“Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2 E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.
3 Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4 No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5 Disse, então, aos seus servos: “Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós”.
6 Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7 lsaac disse a Abraão: “Meu pai . “Que queres, meu filho?”, respondeu ele. E o menino disse: “Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holo­causto?” 8 Abraão respondeu: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram caminhando juntos.
9 Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar.
10 Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11 E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12 E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13 Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14 Abraão passou a chamar aquele lugar: “O Senhor providenciará”. Donde até hoje se diz: “O monte onde o Senhor providenciará”.
15 O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16 e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17 eu te abençoarei e tomarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descenden­tes conquistarão as cidades dos inimigos. 18 Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeces­te”. 19 Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puse­ram-se a caminho de Bersabeia, onde Abraão passou a morar.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 
Responsório (Sl 114)

— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
— Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração. Inclinou para mim seu ouvido, no dia em que eu o invoquei.
— Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza: eu então invoquei o Senhor “Salvai, ó Senhor, minha vida!”
— O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes: eu estava oprimido, e salvou-me.
— Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.
 
Evangelho (Mt 9,1-8)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2 Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!”
3 Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4 Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5 O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’?
6 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7 O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8 Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
 
 
Deus promete a Abraão descendencias ele oferece em sacrificio o seu unico Filho para a morte ,Deus diz  “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.Ele leva ofilho oa monte e oferece em sacrificio ,Abraão chegou aquele lugar de Deus providenciará ,porque Deus veio em socorro e aflição a Abraão.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Evangelho do dia -Dia de são Tomé

Missa de são Tomé

São Tomé, apóstolo – Quarta-feira 03/07/13


      
    

Primeira Leitura (Ef 2,19-22)

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.
Irmãos, 19 já não sois mais estrangeiros nem mi­grantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20 Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21 É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo Santo no Senhor. 22 E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 
Responsório (Sl 116)

— Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.
— Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.
— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos festejai-o!
— Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!


Evangelho (Jo 20,24-29)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29 Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
 
Reflexão do evangelho
 
O  evangelho de hoje nos mostra a figura de Tomé ,Jesus entra em casa onde estavam todos reunidos no mesmo lugar,ele entra e diz :A Paz esteja convosco depois desta saldação jesus mostra os seus ferimentos e vai some na frente deles ,na mesma hora  eles contam a tomé .“Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Depois de oito dias Jesus aparece e diz: A paz esteja convosco depois pede a Tomé “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”.  Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 
Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto, muitas  pessoas so acreditam se tocar, onde está a nossa fé ,está em bens ou em Jesus caminho ,verdade e vida ,ele ressuscitou para nos salvar .
Mesmo sem acreditar ele disse : Meu senhor e meu Deus.

São Tomé

São Tomé


ORAÇÃO A SÃO TOMÉ
 
Ó Apóstolo São Tomé,
experimentaste o desejo de querer morrer com Jesus,
sentiste a dificuldade de não conhecer o Caminho,
e viveste na incerteza e na obscuridade da dúvida, no dia de Páscoa.


Na alegria do encontro com Jesus Ressuscitado,
na comoção da fé reencontrada, num ímpeto de terno amor, exclamaste:
"Meu Senhor e meu Deus!"


Ó Espírito Santo, no dia de Pentecostes,
transformou-te num corajoso missionário de Cristo,
incansável peregrino do mundo, até aos extremos confins da terra.


Protege a tua Igreja, a mim e à minha família
e faz com que todos encontrem o Caminho, a Paz e a Alegria
para anunciar, com paixão e abertamente, que Cristo
é o único Salvador do Mundo,
ontem, hoje e sempre.
Amém.

Faça o seu pedido a São Tomé
 São tomé apostolo e seguidor de Jesus que não estavas com Jesus quando ele apareceu escuta os nosso pedidos .Amém
 reze 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai...
 
Pertenceu ao grupo dos doze apóstolos. O Senhor o chamou dentro de sua realidade, com suas fraquezas e até com suas crises de fé.
Nosso Senhor Jesus revelou a nós coisas maravilhosas através de São Tomé:
“Tomé lhe disse: ‘Senhor, nós nem sabemos para onde vais, como poderíamos saber o caminho?’ Jesus lhe disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai a não ser por mim” (Jo 14,6).
Tomé nunca teve medo de expor a realidade de sua fé e de sua razão, que queria saber cada vez mais e melhor. Quando Jesus apareceu aos apóstolos ao ressuscitar, Tomé não estava ali, e aí encontramos seu testemunho: “Oito dias depois, os discípulos encontravam-se reunidos na casa, e Tomé estava com eles. Estando as portas fechadas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,26-28).
O Papa São Gregório Magno meditando essa realidade de São Tomé diz: “A incredulidade de Tomé não foi um acaso, mas prevista nos planos de Deus. O discípulo, que, duvidando da Ressurreição do Mestre, pôs as mãos nas chagas do mesmo, curou com isso a ferida da nossa incredulidade”.
Segundo a Tradição, Tomé teria ido, depois de Pentecostes, evangelizar pelo Oriente e Índia onde morreu martirizado, ou seja, morreu por amor, testemunhando a sua fé.
São Tomé, rogai por nós !

terça-feira, 2 de julho de 2013

Evangelho do dia

Primeira Leitura (Gn 19,15-29)

Leitura do Livro do Gênesis.
Naqueles dias, 15 os anjos insistiram com Ló, dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas, e sai, para não morreres também por causa das iniquidades da cidade”. 16 Como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, a ele, à mulher e às duas filhas – pois o Senhor tivera compaixão dele –, fizeram-nos sair e deixaram-nos fora da cidade.
17 Uma vez fora, disseram: “Trata de salvar a tua vida. Não olhes para trás, nem te detenhas em parte alguma desta região. Mas foge para a montanha, se não quiserdes morrer”.
18 Ló respondeu: “Não, meu Senhor, eu te peço! 19 O teu servo encontrou teu favor e foi grande a tua bondade, salvando-me a vida. Mas receio não poder salvar-me na montanha, antes que a calamidade me atinja e eu morra. 20 Eis aí perto uma cidade onde poderei refugiar-me; é pequena, mas aí salvarei a minha vida”.
E ele lhe disse: 21 “Pois bem, concedo-te também este favor: não destruirei a cidade de que falas. 22 Refugia-te lá depressa, pois nada posso fazer enquanto não tiveres entrado na cidade”. Por isso foi dado àquela cidade o nome de Segor.
22 O sol estava nascendo, quando Ló entrou em Segor. 24 O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. 25 Destruiu as cidades e toda a região, todos os habitantes das cidades e até a vegetação do solo. 26 Ora, a mulher de Ló olhou para trás e tornou-se uma estátua de sal.
27 Abraão levantou-se bem cedo e foi até o lugar onde antes tinha estado com o Senhor. 28 Olhando para Sodoma e Go­morra, e para toda a região, viu levantar-se da terra uma densa fumaça, como a fumaça de uma fornalha.
29 Mas, ao destruir as cidades da região, Deus lembrou-se de Abraão e salvou Ló da catástrofe que arrasou as cidades onde Ló havia morado.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 25)

— Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.
— Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.
— Provai-me, ó Senhor, e exa­minai-me, sondai meu coração e o meu íntimo! Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos; vossa verdade escolhi por meu caminho.
— Não junteis a minha alma à dos malvados, nem minha vida à dos homens sanguinários; eles têm as suas mãos cheias de crime; sua direita está repleta de suborno.
— Eu, porém, vou caminhando na inocência; libertai-me, ó Senhor, tende piedade! Está firme o meu pé na estrada certa; ao Senhor eu bendirei nas assembleias.


Evangelho (Mt 8,23-27)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 23 Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24 E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia.
25 Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26 Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27 Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Jesus estando dormindo  dormindo  os discípulos acordam Jesus e diz :
Não te importas senhor estamos perecendo Jesus acorda e acalma a tempestade .Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé? os discipulos ficarão pensando quem é este homem que até acalma a tempestade?
Jesus pode sim acalmar as nossas tempestades mesmo fortes e violentas ele acalma ,pois ele é Deus feito homem os discípulos não sabiam que ele era mas com uma ordem de Deus o vento se calmou.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Ensinamentos da fé cristã. Purgatório estudo da doutrina da igreja católica

Purgatório


Purgatório é a condição e processo de purificação ou castigo temporário  em que as almas daqueles que morrem em estado de graça  são preparadas para o Reino do céu. A noção de purgatório é particularmente associada com o Rito latino da igreja católica, também presente nas igrejas orientais católicas (embora muitas vezes sem usar o termo específico de "Purgatório"); os Anglo s católicos geralmente também professam a crença. As igrejas ortodoxas acreditam na possibilidade de purificação das almas dos mortos, através das orações dos vivos e pela oferta da Divina liturgia ,  e muitos ortodoxos, especialmente entre os ascetas, na espera da apocatásfase .  Uma opinião semelhante, que admite a possibilidade de uma salvação final é registrada no Mormonismo.  O judaísmo também acredita na possibilidade da purificação após a morte e pode usar a palavra "purgatório" para apresentar a sua compreensão do significado da Geena.  No entanto, o conceito "purificação" da alma pode ser negado explicitamente em outras tradições de fé.
A palavra "purgatório" passou a se referir também a uma ampla gama de concepções históricas e modernas de sofrimento pós -morte,  e é usado, em um sentido não -específico, para qualquer lugar ou condição de sofrimento ou tormento, especialmente um que é temporário. A cultura popular também apresenta a concepção do purgatório como um lugar físico,embora a Igreja (católica) ensine que o Purgatório não indica um lugar, mas "uma condição de existência".



Céu, inferno e Purgatório

Segundo a doutrina católica, imediatamente após a morte, uma pessoa sofre o julgamento particular em que o destino da alma é especificado. No purgatório, as almas "obtém a santidade necessária para entrar na alegria do céu”. Alguns se unem com Deus no Paraíso, e em contrapartida, outros são destinados ao Inferno, sendo o inferno a morada de Satanás e de pessoas que em vida faziam muito mal ao próximo, viviam no meio do pecado, e nunca chegará a se redimir, pedir perdão sobre seus atos a Deus e tentar uma vida melhor, e ainda,lugar onde por toda eternidade pagará seus pecados e o céu seria um lugar divino, onde as pessoas que, seguiram os preceitos de Deus e propagaram a palavra, estariam na "vida eterna". No entanto, segundo a crença católica, algumas almas não estão suficientemente livres do pecado e suas consequências para entrar imediatamente no Paraíso, tais almas, em última análise, estão destinadas a se unirem com Deus no céu, e para isso devem passar pelo estado de purificação do purgatório. Algumas conseguiram, outras não, e por consequência será mandada diretamente ao inferno, condenada à tortura eterna

Pecados

O catecismo distingue entre dois tipos de pecado  , o pecado mortal é uma "grave violação da lei de Deus", que "coloca o homem longe de Deus",  e se não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, resulta na sua exclusão do Reino de Deus e a punição no inferno Em contraste, o pecado venial (que significa "pecado perdoável”) "não nos coloca em oposição direta com a vontade e amizade de Deus" e, embora "constitua uma desordem moral", não priva o pecador da amizade com Deus e, consequentemente, da felicidade eterna do céu
De acordo com o catolicismo, o perdão dos pecados e a purificação podem ocorrer durante a vida, por exemplo, no Sacramento do Batismo e no Sacramento de penitencia. No entanto, se esta purificação não é atingida totalmente em vida, os pecados veniais podem ser purificados após a morte.  O nome específico dado a esta purificação dos pecados é "purgatório".

Dor e fogo

Outra imagem de almas sendo purificadas pelas chamas do purgatório
O Purgatório é uma purificação que envolve um castigo doloroso, associada à idéia de fogo, semelhante ao inferno. Diversos Padres da igreja  consideram 1Corintios  3:10-15 como evidência para a existência de um estado intermediário em que as transgressões leves são purificadas, e assim a alma será salva.  Santo Agostinho  descreve o fogo da purificação como mais doloroso do que qualquer coisa que um homem pode sofrer em vida, e o Papa Gregório 1 escreveu que deve haver um fogo de purificação para algumas pequenas falha . Origenes  escreveu sobre o fogo que tem de purificar a alma. São Gregório de Nissan também escreveu sobre a purgação pelo fogo.
Teólogos interpretaram o fogo tanto como um fogo material, embora de natureza diferente do fogo natural, como uma metáfora para um grande sofrimento espiritual, que atualmente é a visão mais comum. O Catecismo da igreja católica fala de um “fogo purificador" e cita a expressão "purgatorius ignis" (fogo purificador) usado pelo Papa Gregório Magno. Ele fala do castigo temporal pelo pecado, mesmo em vida, como uma questão de "sofrimentos e provas de todos os tipos".
Jesus mostra o fogo a santa Tereza de jesus e santa Faustina  como grande tormento das almas ,o inferno é como um mar de fogo que vai queimando aos poucos as almas.
Nossa Senhora de Fátima também mostrou o inferno aos passarinhos pedindo que rezassem pelas santas almas benditas que estão no purgatório.

Orações pelos mortos e Indulgências

A Igreja Católica ensina que o destino dos que estão no purgatório pode ser afetado pelas ações e intercessão  dos vivos. Seu ensino se baseia na prática da oração pelos mortos mencionado em  11 Macabeus 2:42-46, considerada pelos católicos e ortodoxos parte da Sagrada escritura
Orações para os mortos e insurgências  na crença católica diminuem a duração do tempo que os mortos passam no purgatório. O Papa Paulo VI escreveu a indulgência é "(...) uma remissão da pena (...) através da intervenção da Igreja”.

Ensinamentos católicos

O Compêndio do catecismo da igreja católica publicado pela primeira vez em 2005, é um resumo em forma de diálogo do Catecismo da Igreja Católica. Trata-se de purgatório no seguinte diálogo:
210. O que é o purgatório?
O Purgatório é o estado dos que morrem na amizade de Deus, com a certeza de sua salvação eterna, mas que ainda têm necessidade de purificação para entrar na felicidade do céu.
211. Como podemos ajudar a purificação das almas do purgatório?
Por causa da comunhão dos santos, os fiéis que ainda são peregrinos na terra são capazes de ajudar as almas do purgatório, oferecendo orações em sufrágio por eles, em especial o sacrifício eucarístico. Eles também os ajudam dando esmolas, indulgências e obras de penitência.

  - São Gregório Magno (†604), Papa e doutor da Igreja, explicava o Purgatório a partir de uma palavra de Jesus: “No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,31). O pecado contra o Espírito Santo, ou seja a pessoa que recusa de todas as maneiras os caminhos da salvação, não será perdoado nem neste mundo, nem no mundo futuro. Mostra o Senhor Jesus, então, neste trecho, implicitamente, que há pecados que serão perdoados no mundo futuro, após a morte.

OS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO

Catecismo Maior de São Pio X.
Todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro. (Mt. 12,32)
Quanto pior castigo julgais que merece quem calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança, em que foi santificado, e ultrajar o Espírito Santo, autor da graça! (Hb. 10,29)
O pontificado do Papa São Pio X de 1903 a 1914 - em seu Catecismo Maior, ensinou que são seis os pecados contra o Espírito Santo:
O pecado contra o Espírito Santo consiste na rejeição da graça de Deus; é a recusa da salvação. Implica numa rejeição completa à ação, ao convite e à advertência do Espírito Santo.
1º - Desesperar da salvação: quando a pessoa perde as esperanças na salvação, achando que sua vida já está perdida e que ela se encontra condenada antes mesmo do Juízo. Julga que a misericórdia divina é pequena. Não crê no poder e na justiça de Deus.
2º - Presunção de salvação, ou seja, a pessoa cultiva em sua alma uma idéia de perfeição que implica num sentimento de orgulho. Ela se considera salva, pelo que já fez. Somente Deus sabe se aquilo que fizemos merece o prêmio da salvação ou não. A nossa salvação pode ser perdida, até o último momento da nossa vida, e Deus é o nosso Juiz Eterno. Devemos crer na misericórdia divina, mas não podemos usurpar o atributo divino inalienável do Juízo.
O simples fato de já se considerar eleito é uma atitude que indica a debilidade da virtude da humildade diante de Deus. Devemos ter a convicção moral de que estamos certos em nossas ações, mas não podemos dizer que aos olhos de Deus já estamos definitivamente salvos.
Os calvinistas, por exemplo, afirmam a eleição definitiva do fiel, por decreto eterno e imutável de Deus.
A Igreja Católica ensina que, normalmente, os homens nada sabem sobre o seu destino, exceto se houver uma revelação privada, aceita pelo sagrado magistério. Por essa razão, os homens não podem se considerar salvos antes do Juízo.
3º - Negar a verdade conhecida como tal pelo magistério da Santa Igreja, ou seja , quando a pessoa não aceita as verdades de fé ( Dogmas de fé, mesmo após exaustiva explicação doutrinária. É o caso dos hereges.
Considera o seu entendimento pessoal superior ao da Igreja e ao ensinamento do Espírito Santo que auxilia o sagrado magistério.
4º - Inveja da graça que Deus dá aos outros. A inveja é um sentimento que consiste em irritar-se porque o outro conseguiu algo de bom. Mesmo que você possua aquilo ou possa ganhar um dia. É o ato de não querer o bem do semelhante. Se eu invejo a graça que Deus dá a alguém, estou dizendo que aquela pessoa não merece tal graça, me tornando assim o juiz do mundo. Estou me voltando contra a vontade divina imposta no governo do mundo. Estou me voltando contra a Lei do Amor ao próximo. Não devemos invejar um bem conquistado por alguém. Se este bem é fruto de trabalho honrado e perseverante, é vontade de Deus que a pessoa desfrute daquela graça.
5º - A obstinação no pecado é a vontade firme de permanecer no erro mesmo após a ação de convencimento do Espírito Santo. É não aceitar a ética cristã. Você cria o seu critério de julgamento ético. Ou simplesmente não adota ética nenhuma e assim se aparta da vontade de Deus e rejeita a Salvação.
6º - A Impenitência final é o resultado de toda uma vida de rejeição a Deus: o indivíduo persiste no erro até o final, recusando arrepender-se e penitenciar-se, recusa a salvação até o fim. Consagra-se ao Adversário de Cristo. Nem mesmo na hora da morte tenta se aproximar do Pai, manifestando humildade e compaixão. Não se abre ao convite do Espírito Santo definitivamente.

Perguntas sobre o critanismo Valor exencia da doutrina católica -catecismo*

Um cristão pode perder a salvação?"
 
 o termo “cristão” precisa ser definido. Um “cristão” não é uma pessoa que fez uma oração, foi para a frente do santuário ou cresceu em uma família cristã. Embora cada uma dessas coisas possa fazer parte da experiência cristã, não é isso o que “faz” um cristão. Um cristão é alguém que recebeu a Cristo através da fé e confiou nele como o seu único Salvador (João 3:16; Atos 16:31; Efésios 2:8-9).

Então, com essa definição em mente, pode um cristão perder a salvação? Talvez o melhor jeito de responder a essa pergunta tão crucial seja examinar o que a Bíblia diz que acontece no momento da salvação e estudar o que perder a salvação significaria. Aqui são alguns exemplos:

Um cristão é uma nova criação. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; {criatura; ou criação} as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntio s 5:17). Esse versículo está falando de uma pessoa se tornando uma criatura completamente nova como resultado de estar “em Cristo”. Para um cristão perder salvação, a nova criação teria que ser cancelada e revertida.

Um cristão é redimido. “sabendo que não foi mediante coisas corruptível, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula” (1 Pedro 1:18-19). A palavra “redimido” (resgatado) se refere a uma compra sendo feita, um preço sendo pago. Para um cristão perder a salvação, Deus mesmo teria que revocar a Sua compra pela qual pagou com o precioso sangue de Cristo.

Um cristão é justificado. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). “Justificar” significa “declarar justo”. Todo aquele que recebe a Jesus como Salvador é “declarado justo” por Deus. Para um cristão perder salvação, Deus teria que voltar com a Sua palavra e “dês-declarar” o que tinha previamente declarado.

Um cristão tem a promessa da vida eterna. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). A vida eterna é uma promessa de eternidade (para sempre) com Deus no Céu. Deus promete: “acredite e você terá vida eterna”. Para um cristão perder salvação, a vida eterna teria que ser retirada. Se um cristão tem a promessa de que viverá para sempre, como então Deus pode quebrar essa promessa e retirar a vida eterna?

Um cristão tem a garantia da glorificação. “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Romanos 8:30). Como aprendemos em Romanos 5:1, a justificação é declarada no momento de fé. De acordo com Romanos 8:30, a glorificação é garantida a todos que Deus justifica. Esse termo se refere a um cristão recebendo um corpo de ressurreição perfeito no Céu. Se um cristão puder perder a salvação, então Romanos 8:30 está errado porque Deus não pode garantir a glorificação para todo aquele que Ele predestinou, chamou e justificou.

Muitas outras ilustrações do que ocorre no momento de salvação podem ser compartilhadas. Até essas poucas que compartilhamos, no entanto, deixam bem claro que um cristão não pode perder a sua salvação. A maioria, se não tudo, do que a Bíblia diz que acontece com uma pessoa quando ela recebe a Jesus Cristo como Salvador seria eliminado se a salvação pudesse ser perdida. A salvação não pode ser revertida. Um cristão não pode deixar de ser uma nova criatura. A redenção não pode ser desfeita. A vida eterna não pode ser perdida e ainda ser considerada eterna. Se um cristão pudesse perder a salvação, Deus teria que voltar com Sua palavra e mudar de ideia – duas coisas que a Bíblia diz que Deus nunca faz.

As objeções mais frequentes à crença de que um cristão não pode perder a salvação são as seguintes: (1) o que dizer sobre aqueles que são cristãos e estão vivendo continuamente em um estilo de vida imoral? – e – (2) o que dizer daqueles que são cristãos mas no futuro chegam a rejeitar a fé e negar a Cristo? O problema com essas duas objeções é a suposição “são cristãos”. (1) A Bíblia diz que um cristão verdadeiro não vai viver continuamente em um estilo de vida imoral (1 João 3:6). (2) A Bíblia declara que qualquer um que abandone a fé está demonstrando que ele/ela nunca foi um cristão verdadeiro (1 João 2:19).

Não, um cristão não pode perder a salvação. Nada pode separar um cristão do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Nada pode remover um cristão da mão de Deus (João 10:28-29). Deus está disposto e é capaz de garantir e manter a salvação que nos prometeu. Judas 24-25: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!”
 
"O que é o Cristianismo e em que os cristãos acreditam?"

Resposta:
1 Coríntio s 15:1-4 diz: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei também o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”

De forma sucinta, esta é a crença do Cristianismo. O Cristianismo é único entre todas as outras fés, porque o Cristianismo é mais um relacionamento do que uma prática religiosa. Ao invés de aderir a uma lista de “faça isso e não faça aquilo”, o objetivo do Cristianismo é cultivar um andar próximo ao Deus Pai. Este relacionamento se torna possível por causa da obra de Jesus Cristo e do ministério na vida do cristão pelo Espírito Santo.

Os cristãos acreditam que a Bíblia é a Palavra inspirada e in errante de Deus, e que seus ensinamentos são a autoridade final (2 Timóteo 3:16, 2 Pedro 1:20-21). Os cristãos acreditam em um Deus que existe em três pessoas: o Pai, o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo.

Os cristãos acreditam que a humanidade foi criada especificamente para ter um relacionamento com Deus, mas que o pecado separa todos os homens de Deus (Romanos 5:12; Romanos 3:23). O Cristianismo ensina que Jesus Cristo andou pela terra, sendo completamente Deus e mesmo assim completamente homem (Filipenses 2:6-11), e morreu na cruz. Os cristãos acreditam que após Sua morte na cruz, Cristo foi sepultado, ressuscitou e está agora assentado à direita do Pai, intercedendo para sempre pelos crentes (Hebreus 7:25). O Cristianismo proclama que a morte de Jesus na cruz foi suficiente para pagar completamente o débito do pecado devido por todos os homens, e que isto é o que restaura o relacionamento que havia sido rompido entre Deus e os homens (Hebreus 9:11-14, Hebreus 10:10, Romanos 6:23, Romanos 5:8).

Para alguém ser salvo, deve apenas depositar sua fé, inteiramente, na obra que foi completada por Cristo na cruz. Se alguém acredita que Cristo morreu em seu próprio lugar pagando o preço pelos seus pecados e ressuscitou, este alguém está salvo. Ninguém pode ser “bom o suficiente” para agradar a Deus por conta própria, porque todos nós somos pecadores (Isaías 64:6-7, Isaías 53:6). Além disso, não há nada mais a ser feito, porque Cristo já fez tudo o que havia para se fazer! Quando estava na cruz, Jesus disse: “Está consumado!” (João 19:30).

Assim como não há nada que alguém possa fazer para ganhar a salvação por conta própria, uma vez que este alguém deposita sua fé na obra de Cristo na cruz, também não há nada que possa fazer para perder a salvação. Lembre-se que o trabalho foi realizado e finalizado por Cristo! Nada relativo à salvação depende daquele que a recebeu! João 10:27-29 afirma: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.”

Alguns podem pensar: “Isso é fantástico – uma vez salvo, posso fazer aquilo que mais me agradar, e não perder a minha salvação!” Porém, a salvação não se trata de ser livre para fazer o que mais lhe agrada. A salvação é tornar-se livre de ter que servir à velha natureza pecaminosa e também para buscar um relacionamento correto com Deus. Enquanto os crentes viverem neste mundo com seus corpos pecaminosos, haverá um conflito constante contra ceder ao pecado. Viver em pecado obstrui o relacionamento que Deus procura ter com a humanidade, e enquanto alguém viver em pecado, mesmo sendo um crente, não irá desfrutar do relacionamento que Deus gostaria de ter com ele. No entanto, os cristãos podem ter vitória sobre este conflito contra o pecado através do estudo e aplicação da Palavra de Deus (a Bíblia) nas suas vidas, e por serem controlados pelo Espírito Santo – isto é, por submeterem-se à influência e liderança do Espírito em todas as circunstâncias do dia a dia, e através do Espírito obedecer à Palavra de Deus.

Portanto, enquanto tantos sistemas religiosos exigem que se faça ou não certas coisas, o Cristianismo se trata de ter um relacionamento com Deus, e de acreditar que Cristo morreu na cruz como pagamento pelo nosso próprio pecado e ressuscitou. O seu débito do pecado é pago e você pode ter comunhão com Deus. Você pode ter vitória sobre a sua natureza pecaminosa e andar com Deus em comunhão e obediência. Isto é o verdadeiro Cristianismo bíblico.
 
"O que são indulgências e indulgências plenárias? Este conceito é bíblico?"

Resposta:
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, uma indulgência é “A remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa (remissão), que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos. A indulgência é parcial se remover parte da pena temporal devida pelo pecado, ou plenária, se remover toda a pena.”

As seguintes definições também são muito importantes na compreensão deste assunto: Pena Eterna: “A pena por pecados mortais para os quais não houve arrependimento, separando o pecador da comunhão com Deus por toda a eternidade; a condenação do pecador não arrependido ao inferno.”

Pena Temporal: “Purificação do apego prejudicial às criaturas, que é uma conseqüência do pecado que perdura mesmo após a morte. Devemos ser purificados durante nossa vida na terra através de oração e uma conversão que vem de fervente caridade, ou mesmo depois da morte, no purgatório.”

Purgatório: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.”

A Igreja Católica Romana ensina que o pecado tem uma dupla conseqüência. Para um membro da Igreja Católica, cometer um pecado mortal causa “pena eterna”, que envolve eterna separação de Deus e sofrimento no inferno. A Igreja Católica também ensina que sob circunstâncias normais aqueles que não foram batizados tanto pela Igreja Católica Romana como por outra igreja que ensine a regeneração batismal também estão condenados ao inferno por causa da mácula do pecado original que permanece em suas almas. Pecado venial (pecado menor, pecado leve), ao contrário, não acarreta “pena eterna”, mas acarreta “pena temporal”. Os ensinamentos da Igreja Católica Romana, às vezes, se referem a estas “penas temporais” dadas por Deus como meio de purificar Seus filhos (tanto nesta vida quanto no purgatório). Mas a Igreja Católica Romana também vê os pecados veniais como criando um débito com a justiça de Deus, débito este que deve ser expiado de forma distinta da expiação de Cristo pela “pena eterna”. A Igreja Católica Romana ensina que por causa da unidade do Corpo de Cristo (a Comunhão dos Santos, incluindo membros, ou seja, irmãos vivos, e os que estão no céu, Santos católicos no céu, Cristo, Maria e os membros imperfeitos no purgatório), é possível que o mérito gerado pelas boas obras, orações, beneficência, sofrimentos, etc, de um ou mais destes membros do Corpo possam ser aplicados para pagar a pena temporal de outro membro. A Igreja Católica Romana ensina que o mérito de Cristo, dos santos e dos crentes piedosos é guardado em um lugar ao qual se refere como Tesouro de Mérito (também às vezes chamado de Tesouro da Satisfação, o Tesouro da Igreja ou o thesaurus Ecclesiae). E através da sucessão apostólica de Pedro, somente a Igreja Católica Romana tem a autoridade de fazer retiradas deste tesouro e usá-lo com crentes nesta vida ou no purgatório, a fim de expiar por alguns ou todos os seus pecados veniais. Isto é feito através da concessão de indulgências.

Mais uma vez, as indulgências se aplicam somente à pena temporal, não à pena eterna, e podem ser distribuídas apenas através do líder da Igreja Católica Romana a alguém que esteja tanto no purgatório quanto ainda vivo, e cuja alma esteja no estado de graça santificadora (por exemplo, a pessoa iria para o purgatório, não para o inferno, se fosse morrer neste momento). Uma indulgência pode ser obtida através de uma boa obra realizada, uma missa oferecida em benefício de alguém, oração, abstinência, doação aos pobres ou algum outro ato digno de mérito feito de acordo com os requisitos ditados pelo papa ou bispo da jurisdição da pessoa. O oferecimento de uma missa por alguém é visto como o meio mais efetivo para reduzir a pena temporal de alguém no purgatório. Uma indulgência parcial reduzirá a pena temporal da pessoa. Uma indulgência plenária removerá toda a pena temporal.

*É bíblico o conceito de indulgências?

Várias doutrinas da Igreja Católica Romana vêm da tradição ao invés de terem sua origem nas Escrituras. E como a Igreja Católica Romana vê sua tradição tão consistente com as Escrituras e igual às Escrituras em autoridade, isto para eles não constitui problema. Mas para a maioria dos outros grupos cristãos, somente a Bíblia é fonte de autoridade e é mais do que suficiente em suprir os cristãos com todos os recursos de que precisam para conhecer e servir a Cristo, como pretendeu Deus (II Timóteo 3:15-17; Atos 20:32). Mas pelo fato de a Igreja Católica Romana afirmar que suas doutrinas não são contraditórias com as Escrituras e aceitar as Escrituras como parte de sua autoridade, é apropriado para que ambos os grupos perguntem: “As indulgências são bíblicas?”

Um exame das passagens que a Igreja Católica Romana usa para apoiar tais doutrinas, como a da pena temporal, expiação vicária feita por irmãos católicos e santos, e purgatório, ilustra a confiança católica na tradição sobre e além das Escrituras. Outras doutrinas, como a do tesouro dos méritos de Cristo, a “pureza e incompreensível mérito de Maria”, o “superabundante mérito dos santos”, e a existência de indulgências são todas estranhas às Escrituras! É a doutrina das indulgências encontrada nas Escrituras? Uma interpretação consistente e contextual das Escrituras não vai apoiar o ensinamento das indulgências, e nem mesmo as doutrinas sobre as quais é construída.

* Indulgências e Purgatório

A Igreja Católica Romana cita algumas passagens como apoio dado pelas Escrituras à doutrina do purgatório. Além da passagem do apócrifo II Macabeu, I Coríntio s 3:10-15, Mateus 5:26 e Mateus 12:32 também são citados como apoio vindo das Escrituras. Mateus 5:26 é parte de uma parábola sobre perdão. Mateus 12:32 se refere ao assunto blasfêmia contra o Espírito Santo. Nenhuma das duas passagens enfoca o que acontece após a morte ou dá um ensinamento claro sobre o que acontece depois da morte. É um princípio da Hermenêutica (o estudo de como interpretar corretamente as Escrituras) que se deve interpretar passagens “obscuras”, que meramente tocam no assunto, com passagens que focalizam este assunto ou sobre ele são claras. Interpretar estes versos como ensinamentos que dizem que há um lugar de expiação extra e purificação no purgatório depois da morte é contrário a muitas afirmações claras na Bíblia de que há apenas dois lugares onde uma pessoa poderá ir depois da morte: poderá estar com o Senhor no céu (II Coríntio 5:8; Filipenses 1:21-23; I Tessalonicenses4:13-18) ou poderá estar em tormento no inferno (Lucas 16:23-24; Apocalipse 20:10-15). A Bíblia não diz que depois da morte virá uma “purificação extra”; mas diz: “...E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27).

*Indulgências e Penitência

Os católicos falam em “fazer penitência” por seus pecados. Depois de se confessarem a um padre, os confessores recebem certas coisas a fazer (como por exemplo, orações) que são parte de “fazer uma penitência”. Parte do objetivo desta penitência é trazer de volta a Deus a disposição mental antes voltada ao pecado. Mas um outro propósito repetidamente mencionado na literatura da Igreja Católica Romana é o pagamento ou expiação pelo pecado. Isto não é o mesmo do que restituir àqueles ofendidos pelo pecado, mas envolve fazer um pagamento da pena temporal para satisfazer a justiça de Deus. Este último propósito está intimamente ligado à idéia das indulgências e não é mencionado nas Escrituras. A Bíblia fala de arrependimento, referindo-se a uma “mudança de mente a respeito do pecado, que resulta em mudança de comportamento”. O ministério e ensinamento de João Batista se resumem em Lucas 3:3-18. Ele diz a todos aqueles que foram batizados por ele (o batismo destes como um sinal de seu arrependimento) para mostrar por suas ações que seu arrependimento fora real. Mas nunca há a mensagem de “você deve pagar ou expiar por seus pecados por boas obras ou abstinência”, ou fazendo qualquer outra coisa. Com esta chamada por boas obras, João estava essencialmente dizendo: “Mostre-me que seu arrependimento é genuíno por suas obras” (compare com Tiago 2:18). Mas novamente, a idéia de “pagar penitência” como expiação por nossos pecados ou como um novo pagamento de uma dívida temporal para a justiça de Deus nunca é mencionada nas Escrituras!

*Indulgências e o Tesouro do Mérito

A doutrina do ‘Tesouro da Igreja’ foi pela primeira vez oficialmente expressa em 1343 pelo Papa Clemente VI. Ele descreve este tesouro como algo que não somente consiste dos méritos da expiação de Cristo, mas também “os méritos (=expiações) de Maria, a Mãe de Deus, e de todos os escolhidos, desde o maior até o menor dos justos, contribuindo para o aumento do tesouro do qual a Igreja faz retiradas para assegurar a remissão da pena temporal.”

A Bíblia, nenhuma vez, se refere a qualquer coisa parecida com o “Tesouro do Mérito”, e nunca vemos a ideia de que a expiação possa ser feita por um membro (irmão na fé) em favor do pecado de outro. Paulo expressa que se isso fosse possível, ele sinceramente gostaria de ser amaldiçoado, se isso significasse a redenção de seus “irmãos” israelitas em Romanos 9 e 10. Mas isto não é possível porque Paulo e os outros escritores das Escrituras afirmam que para um crente, o justo Juiz foi satisfeito quando Jesus Cristo tornou-se expiação (propiciação) por nossos pecados e fora Dele não há expiação (Isaías 53:6; Romanos 5:10-11; II Coríntios 5:21; I João 2:2; Hebreus 10:1-18)! Não há qualquer indício da ideia de expiação vicária por parte dos irmãos, tanto vivos quanto mortos, em lugar de outros. A Igreja Católica Romana pode fazer uma distinção entre expiação pela pena eterna e pena temporal das pessoas, mas a ideia de qualquer um, a não ser Cristo, fazendo expiação pelo pecado de alguém e sua correspondente pena jamais é encontrada nas Escrituras. Não há qualquer ensinamento sobre a “superabundante satisfação dos Santos” ou que as orações e boas obras de Maria “sejam verdadeiramente imensas, além de compreensão e mesmo puras em seu valor diante de Deus”. Nas Escrituras, há apenas o valor além de qualquer compreensão e infinito da expiação de Cristo... ponto final.

*Indulgências e Pena temporal

O Catecismo Católico fala da pena temporal como sendo um processo de purificação. Mas em outro lugar através dos ensinamentos oficiais da Igreja Católica Romana, fala-se disto como um débito espiritual que precisa de expiação, tanto pela pessoa que pecou como por alguém, de forma vicária. Mais uma vez, a Igreja Católica Romana faz distinção entre pena eterna por “grandes” pecados e pena temporal para pecados “menores”.

Fica claro que a Igreja Católica Romana ensina que há uma natureza criminal ou “legal” para a pena temporal, ou seja, que ela envolve a necessidade que se satisfaça a justiça de um justo Juiz e que se esta justiça não for satisfeita por expiação nesta vida, deve então ser expiada depois, no purgatório. É este aspecto criminal ou “pagamento para satisfazer a justiça” que não encontra base nas Escrituras. As Escrituras ensinam que sim, os pecados podem ser perdoados de forma eterna (com o pecador não mais sendo condenado ao inferno) ou mesmo em um senso terreno (não tendo mais a pena imposta pela Lei Mosaica imposta ao pecador - II Samuel 12:13). O pecado muda as coisas nesta vida e como Deus interage conosco nesta vida. E assim deve ser, por vários motivos mostrados nas Escrituras:

1) Este é um mundo real onde ações reais têm consequências reais. Se plantarmos cevada na primavera, não colheremos trigo no outono. Se plantarmos pecado, no final ceifaremos caos, dificuldades, destruição e morte (Gálatas 6:7; Romanos 3:16; Tiago 1:15).

2) Nosso pecado e a resposta de Deus a ele afeta como nós e as outras pessoas vemos ao nosso Deus. Se nós pecamos e não houve efeitos óbvios, veríamos o pecado como algo que “não é grande coisa” para Deus, e desta forma haveria blasfêmia a Seu caráter santo. Esta é uma das razões citadas por Deus para a morte do filho concebido por Davi em adultério com BateSeba (II Samuel 12:13-14), isto é, se não houvesse consequências terrenas ao assassinato de Urias cometido por Davi e seu adultério, então Deus seria visto como alguém que não daria importância a tais ações pecaminosas.

3) Pessoas “de fora” seriam encorajadas a pecar. I Coríntios 10:1-12 afirma que todas as penas impostas por Deus sobre os Israelitas por sua incredulidade, idolatria, luxúria, etc, foram registradas para nossa admoestação, para que pudéssemos aprender de seus erros. O livro de Provérbios diz que outros são encorajados a pecar quando a pena sobre o pecado é adiada (por exemplo, se vemos alguém “sair ileso”, somos também encorajados a repetir seu pecado). Então, tanto a pena terrestre é imposta por Deus como as consequências naturais de nosso pecado são algo que Deus permite, com o objetivo da maturidade, para que outros possam aprender a não pecar.

4) Deus nos disciplina para nosso próprio benefício para que possamos aproveitar o fruto da justiça que Ele preparou para nós. Quando uma pessoa coloca sua fé em Cristo, Deus não mais é nosso Juiz e torna-se nosso Pai (João 1:12). Estaremos perante Ele como um Juiz de nossas obras feitas após a salvação (II Coríntio s 5:10-11; I Coríntios 3:10-15), mas agora temos paz com Deus (Romanos 5:1-10) e não mais condenação há (Romanos 8:1). Mas como um pai amoroso disciplina seus filhos para seu próprio bem, assim Deus nos disciplina para o nosso bem (Hebreus 12:3-11). Mas quando vemos a descrição de sua disciplina celeste dada em Hebreus 12, não se vê punição no sentido de se ter que pagar ou expiar pelo próprio crime!

Então vemos que Deus tanto impõe as conseqüências terrenas ou permite as conseqüências naturais como resultado do pecado, mas em nenhuma passagem diz que estas conseqüências são impostas para que sua justiça temporal seja satisfeita !

Concluindo, depois de termos discutido a falta de apoio das Escrituras para algumas doutrinas básicas necessárias para a existência das indulgências, podemos também afirmar que não há qualquer exemplo nas escrituras, nem um sequer, ou ensinamento, ou qualquer apóstolo ou líder de igreja distribuindo “indulgências” para um irmão. Nenhum sequer! Desde a base até o topo, toda a estrutura da doutrina das indulgências está fora de qualquer base bíblica.

Nossa oração é que, da mesma forma como o apóstolo Paulo viu muitos convertidos a Cristo porque examinaram seus ensinamentos à luz das Escrituras (Atos 17:10-12), também aqueles que lerem este resumo possam ler a Palavra de Deus, que é infalível e livre de erros, e possam assim simplesmente perguntar: “ Os ensinamentos da Igreja Católica Romana, eles se encontram aqui?” Eles “se encaixam” tanto no contexto imediato de alguma passagem e no contexto do Novo Testamento, como um todo? É o “sistema” da Igreja Católica Romana encontrado no Novo Testamento?” É nossa oração que todos aqueles que clamam o Nome de Cristo voltem à simplicidade de confiar somente em Cristo e desejem viver para Ele por gratidão por tudo o que Ele fez (Romanos capítulos 3-12).