sábado, 17 de agosto de 2013

Evangelho do 19 semana do tempo comum

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Jesus acolhe as criancinhas e os abençoas
Momento da palavra de Deus.

 Missa do 19ª Semana Comum – Sábado 17/08/13

Primeira Leitura (Js 24,14-29)

Leitura do Livro de Josué.

Naqueles dias, Josué disse a todo o povo: 14“Agora, pois, temei o Senhor e servi-o com um coração íntegro e sincero, e lançai fora os deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia e no Egito e servi ao Senhor. 15Contudo, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”.
16E o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor, para servirmos a deuses estranhos. 17Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos olhos e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos, e no meio de todos os povos pelos quais passamos.
18O Senhor expulsou diante de nós todas as nações, especialmente os amorreus, que habitavam a terra em que entramos. Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”.
19Então Josué disse ao povo: “Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados. 20Se abandonardes o Senhor e servirdes a deuses estranhos, ele se voltará contra vós, e vos tratará mal e vos aniquilará, depois de vos ter tratado bem”.
21O povo, porém, respondeu a Josué: “Não! É ao Senhor que serviremos”. 22Josué então disse ao povo: “Sois testemunhas contra vós mesmos de que esco­lhestes o Senhor para servi-lo”. E eles responderam: “Sim! Somos testemunhas!”
23“Sendo assim”, disse Josué, “tirai do meio de vós os deuses estranhos e inclinai os vossos corações para o Senhor, Deus de Israel”.
24O povo disse a Josué: “Serviremos ao Senhor, nosso Deus, e seremos obedientes aos seus preceitos”. 25Naquele dia, Josué estabeleceu uma aliança com o povo, e lhes propôs preceitos e leis em Siquém.
26Josué escreveu estas palavras no Livro da Lei de Deus. A seguir, tomou uma grande pedra e levantou-a ali, debaixo do carvalho que havia no santuário do Senhor. 27Então Josué disse a todo o povo: “Esta pedra que estais vendo servirá de testemunha contra vós, pois ela ouviu todas as palavras que o Senhor vos disse, para que depois não possais renegar o Senhor, vosso Deus”.
28Em seguida, Josué despediu o povo, para que fosse cada um para suas terras. 29Depois desses acontecimentos, morreu Josué, filho de Nun, servo do Senhor, com a idade de cento e dez anos.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 15)

— O Senhor é a porção da minha herança!
— O Senhor é a porção da minha herança!

— Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos.
— Eu bendigo ao Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.
— Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Evangelho (Mt 19,13-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”. 15 E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali.


— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Quem não for igual como uma criança não herdará o reino de Deus
Disse Jesus ao seus discípulos
Sejam assim como as criancinhas mansas ,puras ,sem pecado, não conhecem o mal, as crianças são pequenas imagem de Deus sempre Jesus os abraça e conversa com elas ,quem for como uma criança entrará pois o reino de Deus é para os mansos e puros de coração e de alma.

Jesus  abençoava todas as crianças pondo as mãos sobre elas. Hoje, a primeira coisa que queria chamar você a refletir: Quanto é importante abençoarmos as nossas crianças? Estou me dirigindo primeiro aos pais, falando ao coração deles, pois sobre eles foi constituída uma autoridade divina, uma autoridade que veio do coração de Deus. Sobre os pais foi dada a bênção para que eles a passem aos outros, sobretudo aos filhos.
Às vezes, pai e mãe repreendem a criança, chamam demais a atenção dela! Tudo bem que eles têm de educar os filhos, têm de colocá-los no caminho certo, ensiná-los a viver; mas, primeiro, os pais têm de reconhecer a bênção que o filho é. E a melhor maneira é louvar, agradecer, bendizer a Deus pelos filhos que Ele lhes concedeu; ao mesmo tempo, é importante fazer o que Jesus fez.
Abençoe seus filhos, abençoe suas crianças, coloque as mãos sobre elas e ore. Não existe carinho ou afeto maior! Até a mamãe que tem a criança ainda no seu ventre já pode colocar a mão na sua barriga e pedir: “Pai, abençoe esse dom maravilhoso que o Senhor me deu”. A criança no colo, crescendo e também quando já adulta, não deixe, pais, de abençoá-las. Ao mesmo tempo que nós precisamos abençoar, acolher e amar nossas crianças, nós não podemos impedir que elas se aproximem do Reino do Céus, não podemos proibi-las de ir às igrejas, às comunidades. Muito pelo contrário, temos de cuidar, valorizar, incentivar os nossos pequenos a descobrirem, cada vez mais, o lugar que elas têm no coração de Deus, o lugar que elas merecem em nossas igrejas, em nossas comunidades.

*Passagens da Bíblia que mostra Jesus e as crianças

Mateus 19,13-15:
Naquel3e momento, foram-lhe trazidas crianças para que lhes impusesse as mãos e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. Jesus, todavia, disse: "Deixai as crianças e não as impeçais de vir a mim, pois delas é o Reino dos Céus". Em seguida impôs-lhes as mãos e partiu dali.
Marcos 10,13-16:
Traziam-lhes crianças para que as tocasse, mas os discípulso as repreendiam. Vendo isso, jesus ficou indignado e disse: "Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo: aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele". Então, abraçando-as, abençoou-as, impondo as mãos sobre elas.
Lucas 18,15-17:
Traziam-lhe até mesmo as cirancinhas para que as tocasse; vendo isso, os discípulos as reprovavam. Jesus, porém chamou-as dizendo: "deixai as criancinhas virem a mim e não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo, aquele que não receber o Reino de Deus como uma criancinha, não entrará nele".

Todas as 3 passagens tem a ver com o Reino de Deus. Ele pertence às crianças. Trata-se de uma frase inclusiva. Podemos dizer que o Reino pertence também às crianças. Todavia Mateus e Lucas aproveitam do episódio para sublinhar que o modo de ser da criança serve como uma metáfora para todo o cristão. É preciso receber o Reino como uma criança!

3 possíveis interpretação que se complementam
1. Para entender o que Jesus quer dizer que é necessário ser como uma criança para receber o Reino, penso seja fundamental ler outra passagem, presente em Mateus 18, quando Jesus coloca uma criança no meio da roda e diz: "Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus" (Mateus 18,3). Na mesma linha poderíamos ler o diálogo de Jesus com Nicodemos, em João 3 quando Jesus diz que é necessário nascer de novo e Nicodemos contesta: "Como pode um homem nascer, sendo já velho?"
Uma criança confia sem refletir. Não consegue viver sem ter confiança em que lhe está próximo. Não é uma virtude, mas uma realidade vital. Por isso, para encontrar Deus precisamos ter um coração espontaneamente aberto.

2. A frase grega que segue a sua questão, em Marcos e Lucas, pode também ser lida "acolher o Reino de Deus como se acolhe uma criança", pois o verbo usado tem o sentido de "acolher alguém", como em Marcos 9,37, quando Jesus fala em "acolher uma criança". Neste caso Jesus compara a acolhida de uma criança com a acolhida da presença de Deus. Existe uma relação secreta entre o reino de Deus e uma criança.

3. No versículo citado acima, Marcos 9,37, o contexto é aquele em que alguns discípulos discutiam quem devia ser o maior. Então Jesus toma uma criança e coloca no meio, dizendo: "Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos" (...) Aquele que receber uma destas crianças por causa do meu nome, a mim recebe." Jesus, no fundo, está pedindo uma atenção prioritária para quem é frágil, para quem não tem o necessário, para os menores

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Evangelho do dia

19ª Semana Comum – Sexta-feira 16/08/13

Primeira Leitura (Js 24,14-29)

Leitura do Livro de Josué.


Naqueles dias, 1Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus.
2Então Josué falou a todo o povo: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Vossos pais, Taré, pai de Abraão e de Nacor habitaram outrora do outro lado do rio Eufrates e serviram a deuses estranhos.
3Mas eu tirei Abraão, vosso pai, dos confins da Mesopotâmia, e o conduzi através de toda a terra de Canaã, e multipliquei a sua descendência. 4Dei-lhe Isaac, e a este dei Jacó e Esaú. E a Esaú, um deles, dei em propriedade o monte Seir; Jacó, porém, e seus filhos, desceram para o Egito.
5Em seguida, enviei Moisés e Aarão e castiguei o Egito com prodígios que realizei em seu meio, e depois disso vos tirei de lá. 6Fiz, portanto, que vossos pais saíssem do Egito, e assim che­gastes ao mar. Os egípcios perseguiram vossos pais, com carros e cavaleiros, até o mar Vermelho. 7Vossos pais clamaram então ao Senhor, e ele colocou trevas entre vós e os egípcios. Depois trouxe sobre estes o mar, que os recobriu. Vossos olhos viram todas as coisas que eu fiz no Egito e habitastes no deserto muito tempo.
8Eu vos introduzi na terra dos amorreus que habitavam do outro lado do rio Jordão. E, quando guerrearam contra vós, eu os entreguei em vossas mãos, e assim ocupastes a sua terra e os exterminastes.
9Levantou-se então Balac, filho de Sefor, rei de Moab, e combateu contra Israel, e mandou chamar Balaão, filho de Beor, para que vos amaldiçoasse. 10Eu, porém, não o quis ouvir. Ao contrário, abençoei-vos por sua boca, e vos livrei de suas mãos.
11A seguir, atravessastes o Jordão e chegastes a Jericó. Mas combateram contra vós os habitantes desta cidade – os amorreus, os ferezeus, os cananeus, os hititas, os gergeseus, os heveus e os jebuseus. Eu, porém, entreguei-os em vossas mãos. 12Enviei à vossa frente vespões que os expulsaram da vossa presença – os dois reis dos amorreus – e isso não com a tua espada nem com o teu arco. 13Eu vos dei uma terra que não lavrastes, cidades que não edificastes, e nelas habitais, vinhas e olivais que não plantastes, e comeis de seus frutos.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 135)

— Eterna é a sua misericórdia!
— Eterna é a sua misericórdia!

— Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: porque eterno é seu amor! Demos graças ao Senhor, Deus dos deuses: porque eterno é seu amor! Demos graças ao Senhor dos senhores: porque eterno é seu amor!
— Ele guiou pelo deserto o seu povo: porque eterno é seu amor! E feriu por causa dele grandes reis: porque eterno é seu amor! Reis poderosos fez morrer por causa dele: porque eterno é seu amor!
— Repartiu a terra deles como herança: porque eterno é seu amor! Como herança a Israel, seu servidor: porque eterno é seu amor! De nossos inimigos libertou-nos: porque eterno é seu amor!


Evangelho (Mt 19,13-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, 3alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”.
7Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”. 10Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”.
11Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender entenda”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Não dá para ser casado e querer viver como solteiro

Não dá para ser casado e querer viver como solteiro. Não dá para ser casado e pensar em fazer as coisas do seu modo, da sua maneira. Se o casal tem uma atitude e decide se casar, precisa assumir o matrimônio.
“Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19,5-6).
Que mistério maravilhoso o amor de Deus estar presente no coração do homem e da mulher! Quando os dois se unem para o sacramento e a união matrimonial, acontece a graça sublime do amor de Deus, o qual une duas naturezas representadas no feminino e no masculino.
As tendências, os gostos, as aptidões, o modo de encarar o mundo, as histórias de vida são tão diferentes entre homens e mulheres. Mas, de repente, em uma graça sublime, um começa a gostar do outro; e desse gostar cresce um sentimento que se torna amor, de modo que decidem viver para sempre um para o outro.
Dar-se em matrimônio é uma graça que exige renúncia, sacrifício. O matrimônio é um desafio, um mistério; ao mesmo tempo, uma graça sublime de Deus.
O mistério do amor divino está ali escondido, presente, é um mistério insondável, impenetrável, mas possível de ser vivido pela união do homem e da mulher. É um desafio, pois a vida a dois não é fácil, ela exige muita doação, sacrifício e renúncia.
Não dá para ser casado e querer viver como solteiro. Não dá para ser casado e querer pensar só em si. Não dá para ser casado e pensar em fazer as coisas do seu modo, da sua maneira. Se o casal tem uma atitude e decide se casar, precisa assumir o matrimônio. Essa é a atitude da humildade, a decisão de renunciar toda a forma de egoísmo que existe no coração do homem.
O homem e a mulher se unem e vivem um novo desafio: ser uma só carne, formar uma única família.
Hoje, quero pedir a Deus a graça de abençoar os casamentos, abençoar os casais que vivem essa linda aventura, esse grande desafio de se casarem conforme a vontade do Senhor. Casar não é fácil, mas é um mistério sublime. Vale a pena o sacrifício, a doação, no entanto é preciso consciência e responsabilidade.
Que o Senhor conceda a cada homem e a cada mulher a graça de viverem na intensidade do amor dele.
O senhor sempre os confiou o matrimônio como símbolo da fé  cristã ,não se separe de sua esposa pois Deus os confiou como família santa .

O Santo do Dia: Santo Estevão da Hungria - 16 de Agosto

SANTO DO DIA- MÊS AGOSTO (playlist)

Evangelho do dia


19ª Semana Comum – Quinta-feira 15/08/13

Primeira Leitura (Js 3,7-10a.11.13-17)

Leitura do Livro de Josué.

Naqueles dias 7o Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”.
9Depois Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus”. 10aE acrescentou: “Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus. 11Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”.
14Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem – pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita –, 16então as águas que vinham de cima pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente.
Então o povo atravessou, defronte a Jericó. 17E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 113A)

— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Quando o povo de Israel saiu do Egito, e os filhos de Jacó, de um povo estranho, Judá tornou-se o templo do Senhor, e Israel se transformou em seu domínio.
— O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, e as águas do Jordão retrocederam; as montanhas deram pulos como ovelhas, e as colinas, parecendo cordeirinhos.
— Ó mar, que tens tu, para fugir? E tu, Jordão, por que recuas deste modo? Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? E vós, colinas, parecendo cordei­rinhos?




           Evangelho (Mt 18,21–19,1)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18,21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.
25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’.
29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muitos tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias, tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’
34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.


— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Não dá para ser casado e querer viver como solteiro. Não dá para ser casado e pensar em fazer as coisas do seu modo, da sua maneira. Se o casal tem uma atitude e decide se casar, precisa assumir o matrimônio.
“Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19,5-6).
Que mistério maravilhoso o amor de Deus estar presente no coração do homem e da mulher! Quando os dois se unem para o sacramento e a união matrimonial, acontece a graça sublime do amor de Deus, o qual une duas naturezas representadas no feminino e no masculino.
As tendências, os gostos, as aptidões, o modo de encarar o mundo, as histórias de vida são tão diferentes entre homens e mulheres. Mas, de repente, em uma graça sublime, um começa a gostar do outro; e desse gostar cresce um sentimento que se torna amor, de modo que decidem viver para sempre um para o outro.
Dar-se em matrimônio é uma graça que exige renúncia, sacrifício. O matrimônio é um desafio, um mistério; ao mesmo tempo, uma graça sublime de Deus.
O mistério do amor divino está ali escondido, presente, é um mistério insondável, impenetrável, mas possível de ser vivido pela união do homem e da mulher. É um desafio, pois a vida a dois não é fácil, ela exige muita doação, sacrifício e renúncia.
Não dá para ser casado e querer viver como solteiro. Não dá para ser casado e querer pensar só em si. Não dá para ser casado e pensar em fazer as coisas do seu modo, da sua maneira. Se o casal tem uma atitude e decide se casar, precisa assumir o matrimônio. Essa é a atitude da humildade, a decisão de renunciar toda a forma de egoísmo que existe no coração do homem.
O homem e a mulher se unem e vivem um novo desafio: ser uma só carne, formar uma única família.
Hoje, quero pedir a Deus a graça de abençoar os casamentos, abençoar os casais que vivem essa linda aventura, esse grande desafio de se casarem conforme a vontade do Senhor. Casar não é fácil, mas é um mistério sublime. Vale a pena o sacrifício, a doação, no entanto é preciso consciência e responsabilidade.
Que o Senhor conceda a cada homem e a cada mulher a graça de viverem na intensidade do amor d’Ele.

Assunção de Nossa Senhora


Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”
Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.
Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.
É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho celebrara os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos.
Esta a fé universal na Igreja desde tempos remotíssimos. A Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada no palácio real da glória. Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

http://www.youtube.com/watch?v=7mG27ieEMbA&feature=share&list=PL9475D181E7112C95

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

SANTO DO DIA LITURGIA DIARIA DE SÃO MAXIMILIANO KOLBE

 
      São Maximiliano Maria Kolbe – Quarta-feira 14/08/13

Um exemplo de fé e espiritualidade com Deus e com a igreja assim como foi são Maximiliano Maria Kolbe até mesmo na sua profunda dor contra os irmãos solbe se doar a fé em Deus até chegar a morte ,morte com Jesus ,Um homem repleto do espirito santo que experimentou  Maria em sua vida de sacerdote .Chegou ao campo lutou mas em Deus conceguiu a herança eterna .
Entrou para a ordem dos Franciscanos e tomou os seus votos temporários em 1911. Em 1917, um ano antes de sua ordenação para o sacerdócio, Maximiliano fundou a Milícia de Maria Imaculada, em Roma, para aperfeiçoar a devoção a Virgem Maria. Em 1941, Maximiliano foi preso pela Gestapo, quando os nazistas invadiram a Polônia e foi enviado para o campo de concentração de Auschwitz.
Em agosto de 1941, ele se ofereceu para tomar o lugar de um prisioneiro casado e que tinha uma família, que seria punido como exemplo retaliatório no campo. Dez prisioneiros foram executados porque um havia escapado. Maximiliano foi voluntário para morrer em lugar o prisioneiro casado.
Mas em vez de mata-lo, os guardas da SS o torturam. Após longos e terríveis sofrimentos, que ele suportou com equanimidade e preocupação pelos colegas prisioneiros, foi lhe dado uma injeção de acido pelos guardas da SS, que terminou com o seu martírio

   
Missa de São Maximiano Maria Kolbe

Primeira Leitura (Dt 34,1-12)

Leitura do Livro do Deute­ronômio.

Naqueles dias, 1Moisés subiu das estepes de Moab ao monte Nebo, ao cume do Fasga que está defronte de Jericó. E o Senhor mostrou-lhe todo o país, desde Galaad até Dã, 2o território de Neftali, a terra de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até o mar ocidental, 3o Negueb e a região do vale de Jericó, cidade das palmeiras, até Segor.
4O Senhor lhe disse: “Eis aí a terra pela qual jurei a Abraão, Isaac e Jacó, dizendo: “Eu a darei à tua descendência. Tu a viste com teus olhos, mas nela não entrarás”.
5E Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moab, conforme a vontade do Senhor. 6E ele o sepultou no vale, na terra de Moab, defronte de Bet-Fegor. E ninguém sabe até hoje onde fica a sua sepultura. 7Ao morrer, Moisés tinha cento e vinte anos. Sua vista não tinha enfraquecido, nem seu vigor se tinha esmorecido. 8Os filhos de Israel choraram Moisés nas estepes de Moab, durante trinta dias, até que terminou o luto por Moisés. 9Josué filho de Nun estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto as mãos. E os filhos de Israel lhe obedeceram e agiram, como o Senhor tinha ordenado a Moisés.
10Em Israel nunca mais surgiu um profeta como Moisés, a quem o Senhor conhecesse face a face, 11nem quanto aos sinais e prodígios que o Senhor lhe mandou fazer na terra do Egito, contra o Faraó, os seus servidores e todo o seu país, 12nem quanto à mão poderosa e a tantos e tão terríveis prodígios, que Moisés fez à vista de todo Israel.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 
Responsório (Sl 65)

— Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, é ele que dá vida à nossa vida.
— Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, é ele que dá vida à nossa vida.

— Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso, dai a Deus a mais sublime louvação! Dizei a Deus: “Como são grandes vossa obras!”
— Vinde ver todas as obras do Senhor: seus prodígios estupendos entre os homens! Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: vou contar-vos todo bem que ele me fez! Quando a ele o meu grito se elevou, já havia gratidão em minha boca!
 
 
Evangelho (Mt 18,15-20)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público.
18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor
 
Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo!
No evangelho mostra o ate de mizericórdia que deve ter com o irmão ajuda-lo ,corregi-lo também é dom de Deus .
 
Se ele não te der ouvidos ou não quiser a sua ajuda seus conselhos chame outras pessoas para ajuda-lo. Se essas pessoas não tiverem éxeto leve a igreja se não será tratado como um pagão jogado fora, se não quiserem ajuda essas pessoas não serão elevadas mas afastadas do ''rebanho'' que dizer que essas pessoas serão como pessoas sem Deus que não acreditem nele e nas pessoas que querem ajuda-lo.
 Mas o mesmo que fazemos é ajuda-los buscar ajuda é necessário e obiter para a pessoa um cuidado especial. Deus sempre está conosco nos dando forças e capaz de sermos fortes em meios as tempestades fortes e abrangentes tudo que pedimos a ele ,nós conceguimos porque ? merecemos? não ,mas pela mizericórdia dele que é infinita ,quando estamos reunidos numa só alma em nossa instituição seja na igreja, paroquia ,grupos de oração, ou outro lugar um ou mais estamos com alma contrita na presença de Deus ele está no meio de nós ,ele se faz presente e nos ajuda na nossa caminhada.Por isso não peque muito pois cada dia estamos deixando Deus de lado afastando Deus de nossas vidas e permitindo que o pecado-nos domine não deixe que o inimigo vença você afaste dele em quanto tem tempo, não caia nas ciladas do inimigo seja forte corajoso e forte na batalha vença o mal ,as tentações.
 
Temos armas para vencer o inimigo .
 
1 A BIBLIA SAGRADA PALAVRA DE DEUS CADA DIA PARA ALIMENTAR A ALMA.
 
A Biblia palavra de DEUS é um alimento para a alma e nos ajuda a viver a nossa fé em Deus ,oração diária com a Biblia é fundamental para nos aprofunadar na espiritualidade com Deus e com os irmãos a cada dia cada passagem é um ensinamento para nós.
 
2 ORAÇÕES DIARIAS
 
As orações tem um poder forte para chegar até Deus e nos conceder as graças que necessitamos para viver o nosso dia a dia .Saiba orar ore todos os dias peça a Deus pelos irmãos ,Familias, pades ,pela igreja , irmãos (a) oração é um dialogo com Deus também é uma conversa com pai.
 
 
 

São Maximiliano Maria Kolbe

    Celebramos a santidade de vida daquele que enriqueceu o mundo e a Igreja ao tornar-se apóstolo pela imprensa, cavaleiro da Imaculada Virgem Maria e mártir da caridade. Raimundo Kolbe nasceu em 1894, na Polônia, numa família operária que o introduziu no seguimento de Cristo e, mais tarde, ajudou-o entrar para a família franciscana, onde tomou o nome de Maximiliano Maria.
Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia.
Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos:
“Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: “Sou um Padre Católico”.
A 10 de Outubro de 1982, o Papa João Paulo II canonizou este seu compatriota, já beatificado por Paulo VI em 1971.
São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

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                        A Força criativa é o AMOR!".
S. Maximiliano Maria Kolbe - uma vida doada.
Franciscano Conventual - Apóstolo da Imaculada.


Um santo é sempre um dom de Deus para a Igreja e a Humanidade. Maximiliano Kolbe o é de um modo particularmente eloqüente. Escrevia, anos atrás, o historiador Daniel Rops: "Houve sempre necessidade de santos; mas hoje é preciso um tipo especial. Penso em ti, Frei Maximiliano Kolbe, cuja figura exemplar encarna no modo mais profundo a revelação contra o horror de nosso tempo, no qual, como dizia teu Pai São Francisco, 'o Amor não é amado'. Te vejo mártir dos nossos dias, no campo de concentração".

Sacerdote franciscano

Maximiliano nasceu aos 8 de janeiro de 1894, na Polônia, de família pobre e profundamente religiosa. Aos 13 anos entrou no seminário dos Frades Conventuais. Nos estudos, distinguiu-se de forma genial nas ciências e na matemática. Para os estudos de filosofia e teologia foi enviado a Roma, onde se doutorou nessas faculdades com ótimas notas. Ordenado sacerdote em 1918, retornou à Polônia, onde foi designado para lecionar no seminário franciscano, em Cracóvia.

"Imaculada - eis o nosso Ideal!"

A inspiração de toda a sua vida foi a Imaculada, a quem confiava o seu amor por Cristo. No mistério da Imaculada Conceição manifestava-se diante dos olhos da sua alma aquele mundo maravilhoso e sobrenatural da graça de Deus oferecida ao homem. A fé e as obras de toda a vida de Frei Maximiliano indicam que ele entendia a sua colaboração com a graça divina como uma "militância" sob o sinal da Imaculada Conceição. A característica mariana é particularmente expressiva na vida e na santidade de frei Kolbe. Com essa característica foi também todo o seu apostolado, tanto em sua pátria como em terras de missões.

"Duas coroas"

Desde criança, cultivou esse amor por Nossa Senhora, que o presenteou com uma aparição, quando tinha cerca de 9 anos. Na aparição, Nossa Senhora trazia nas mãos duas coroas, uma branca e outra vermelha. Olhando-o com amor, perguntou qual delas preferia. Com a branca ficaria santo, puro e com a vermelha morreria mártir. Maximiliano, então, respondeu que ficaria com as duas.

Fundador da "Milícia da Imaculada"

Segundo o Papa Paulo VI, São Maximiliano foi um dos mais genuínos e modernos apóstolos do culto a Nossa Senhora, vista no seu primeiro, originário, privilegiado esplendor, aquele da Imaculada Conceição. De fato, seu imenso amor e zelo por Maria, levaram-o a instituir, em 1917, o movimento eclesial da "Milícia da Imaculada", que segundo uma plástica definição sua   é uma visão global da vida católica sob uma nova forma, que consiste na união com a Imaculada". Ele viu nela, mais do que uma verdade em que acreditar, uma vida para viver, com a finalidade de operar ativamente com ela, Mãe e Medianeira, convidando todos os homens a converterem-se a Deus e a tornarem-se santos, no cotidiano do próprio dever e no constante dom de si mesmos aos outros, com todo tipo de apostolado possível. A tal objetivo, propuseram a todos os católicos a pessoal e total consagração à Imaculada, como coisa, propriedade e instrumento: ponto de partida para se viver em perfeita comunhão com Deus e ser cristã mente empenhado na Igreja de acordo com o exemplo d'Ela.

Apóstolo pela imprensa

De fato, ele fez da Imaculada o ponto focal de sua espiritualidade e teologia, dando início à publicação da revista "Cavaleiro da Imaculada" e à experiência de Niepakalanow - Cidade da Imaculada - verdadeiro recanto de oração e caloroso posto de trabalho para o homem. Situado a 40 Km de Varsóvia (Polônia), convento chamado Niepakalanow (com sua grande editora equipada com os mais modernos aparelhos tipográficos; com o "Cavaleiro da Imaculada" que em 1922, em sua primeira edição, lançara apenas 5000 exemplares e, em 1939, alcançou a tiragem de quase um milhão; com suas construções modestas para moradia; com suas oficinas para irmãos religiosas trabalhadores, mecânicos, carpinteiros, sapateiros, alfaiates, padeiros; com seu corpo de bombeiros; sua emissora de rádio; com seus quase mil operários, todos religiosos, filhos espirituais de São Francisco de Assis, como Frei Maximiliano) tornou-se uma verdadeira "cidade" de propriedade da Imaculada, porque estava toda voltada ao Seu nome e, em Seu nome, toda voltada para a realização do ambicioso programa formulado por frei Maximiliano: "Conquistar o mundo inteiro, todas as almas, para Cristo, pela Imaculada, usando todos os meios lícitos, todas as descobertas tecnológicas, especialmente no âmbito das comunicações".

Missionário

E pensando assim - "Conquistar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada" - partiu em missão para o Japão, três anos após a fundação de Niepokalanów. Pouco tempo após sua chegada ao Japão e sem saber uma palavra sequer do idioma japonês, publicou o "Seibo no Kishi" ("Cavaleiro da Imaculada") e fundou a "Mugenzai no Sono" (Cidade da Imaculada). Porém, sua permanência aí foi curta. Os superiores exigiram sua presença na Polônia, para retomar a direção de Niepokalanów. A obediência de frei Maximiliano foi imediata, apesar de ter de deixar para trás todos os seus sonhos de fundar cidades da Imaculada na Índia, nos países árabes, na Rússia e em outros países do oriente.

O "baque" da segunda guerra mundial

Veio a guerra e Frei Maximiliano foi preso e mandado para o campo de concentração de Auschwitz, sem nenhuma justificativa. Num campo de concentração em que o homem era privado de toda dignidade, reduzido a um número; em que o desespero acabava por tornar as vítimas dispostas a tudo, a de garantir a própria sobrevivência, Frei Maximiliano exaltou a irredutível dignidade do homem, escolhendo morrer no lugar de um irmão desconhecido, pai de família, aos 14 de agosto de 1941. E fez isso seguindo o exemplo d'Aquele que quis dar a vida por todos nós, para libertar-nos da nossa desumanidade, do mal que age em nós.

"Mártir de caridade"

Não somente com a sua morte heróica, mas também com toda a sua vida dedicada a um grande ideal, Kolbe nos mostra o quanto a fé pode enriquecer de energia, de bondade, de generosidade, de espirito de sacrifício a vida de um homem. Por isso vemos nele um verdadeiro mártir (testemunha) de Jesus Cristo, mártir de caridade, do amor que salva e que dá vida.

Numa carta, quase prevendo o seu fim neste mundo, frei Maximiliano Kolbe escrevia: "Eu queria ser reduzido a pó, pela Imaculada, e espalhado pelo vento no mundo". Suas cinzas foram de fato espalhadas pelo vento. Os carrascos de Auschwitz não pensavam, certamente, esvaziando os fornos crematórios, que estavam realizando o último sonho desse grande apóstolo. Aquelas cinzas foram levadas pelo vento do Espírito Santo no mundo, suscitando fecundos germes de vida e de renascimento.

Mensagem de esperança e dignidade

Toda a vida de Maximiliano Kolbe está marcada pelo encanto das “duas coroas" (branca e vermelha) que recebeu de Nossa Senhora. O branco e o vermelho, os símbolos da Imaculada e do Espírito Santo, da pureza e do amor, são as cores dessa vida exemplar, a bandeira de uma nova humanidade, mais autêntica e mais fraterna. O nosso mundo, não obstante as conquistas da ciência e da técnica, correm o risco de voltar à barbárie. É como um carro com o motor cada vez mais potente, mas que perdeu a direção e não consegue se manter na estrada. Expõe-se ao perigo de perecer por falta de, significado, por falta de fraternidade, por falta de respeito.

Nessa situação, Frei Maximiliano se eleva como uma bandeira com as cores da pureza (autenticidade) (e do amor fraternidade), mostrando a todos nós o caminho da esperança, daquela esperança que nasce da fé em Deus da fé no homem.

domingo, 11 de agosto de 2013

Evangelho de 19 domingo do tempo comum

19º Domingo do Tempo Comum – Domingo 11/08/13

   


Primeira Leitura (Sb 18,6-9)

Livro da Sabedoria:

6A noite da libertação fora predita a nossos pais, para que, sabendo a que juramento tinham dado crédito, se conservassem intrépidos. 7Ela foi esperada por teu povo, como salvação para os justos e como perdição para os inimigos.
8Com efeito, aquilo com que punistes nossos adversários serviu também para glorificar-nos, chamando-nos a ti.
9Os piedosos filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram este pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos. Isso, enquanto entoavam antecipadamente os cânticos de seus pais.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
 
 
Responsório (Sl 32)

— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!/ Aos retos fica bem glorificá-lo./ Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança!
— Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,/ e que confiam esperando em seu amor,/ para da morte libertar as suas vidas,/ e alimentá-los quando é tempo de penúria.
— No Senhor nós esperamos confiantes,/ porque ele é nosso auxílio e proteção!/ Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ da mesma forma que em vós nós esperamos!


Segunda Leitura (Hb 11,1-2.8-12)

Carta aos Hebreus:

Irmãos: 1A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem.
2Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 8Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança, e partiu, sem saber para onde ia.
9Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isaac e Jacó, os co-herdeiros da mesma promessa. 10Pois esperava a cidade alicerçada que tem Deus mesmo por arquiteto e construtor.
11Foi pela fé também que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa.
12É por isso também que de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do céu e inumerável como a areia das praias do mar”.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Evangelho (Lc 12,32-48)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 32“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. 33Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. 34Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.
35Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater.
37Felizes os empregados que o Senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar.
39Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.
41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?”
42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente, que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa, para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do Senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”


— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

esus disse: “Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas” (Lc 12,34-35).

Um sermão maravilhoso Jesus faz ao nosso coração, chamando-nos de “pequenino rebanho”. Não tenhais medo, mas ao contrário, tenhais confiança no Senhor, e não vos preocupeis em ter muitos bens, ao contrário, olhai os nossos bens, dai esmolas aos pobres, não deixe que se estrague nada em sua casa (cf. Lc 12,32-33).

Chamo à atenção de todos nós que gostamos de acumular coisas, que temos medo de passar necessidade ou que, simplesmente por vaidade, vamos tendo muito isso, muito aquilo.

A mulher até se orgulha de dizer que tem muitas bolsas, muitos cintos, mas para quê? Se, hoje, você fosse prestar contas a Deus da sua vida, os seus cintos seriam uma vergonha, as bolsas que você vem acumulando seriam uma vergonha!

Tenha apenas o necessário, apenas aquilo de que vai precisar; nada de ter excessos, nada de ter coisas a mais. Vamos aprender a viver com o necessário, porque, ao nosso lado, tem sempre alguém passando necessidade. Se, no mundo de hoje, há pessoas que pouco têm, é porque outras têm em excesso.

Os cristãos, de todas as formas e maneiras, precisam aprender a viver e a fazer a partilha. Isso não só na época do Natal ou em ocasiões especiais, pois tudo que nós temos precisa ser partilhado.

Que ninguém passe fome, que ninguém passe necessidade e que não sejamos melhores do que ninguém, porque temos isso ou porque temos aquilo. Saibamos partilhar o que é nosso com os outros e o nosso tesouro não será nada do que possuímos, o nosso tesouro será o Senhor.

Quem tem bens, quem tem tesouros, vive com o coração preso aos bens que tem. Mas quem é livre, despojado, tem o coração para o Reino de Deus, para sentir o Reino do Senhor, para poder vibrar com as coisas d’Ele.

Aprendamos estar com os rins cingidos, com as lâmpadas acessas. Aprendamos a ser vigilantes, ter o necessário; e tudo que for acúmulo, saibamos partilhar com o nosso próximo.

Deus abençoe você!

Santa Clara








“Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!” Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a ‘dama pobre’. Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.
Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida. Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente.
Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina. Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a “Patrona da Televisão”.
Santa Clara, rogai por nós!